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.: Toque de Amor :.

Quando não se ama demais, não se ama o bastante. [Conde de Bussy-Rabutin]
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May, 2006

Por que insistimos?

 
Leva algum tempo para reconhecermos que uma relação acabou. Também leva tempo para aceitar a idéia de que fracassamos. Mais tempo ainda para se separar e outro tanto para voltarmos a amar. Por que insistimos tanto? Por que não conseguimos nos desprender dessa relação?
 
Por definição, uma relação destrutiva nos destrói. E o rompimento demanda energia, pois é provável que haja conflitos. Para romper é necessário também energia para não escrever nem ligar quando o nosso corpo ou mente desejam. É preciso encontrar forças para não escrever uma carta ou e-mail passional, seja de ódio, seja de amor, para evitar brigas e tentativas de reconciliação. Energia para não atender ao telefone, para evitar pensamentos ou sonhos de reviver os bons momentos. Força para não voltar aos braços de quem não nos faz bem.
 
Também é preciso uma boa dose de autoconfiança para acreditar que o futuro que vamos construir será melhor do que o presente. A auto-estima é indispensável para lidar com situações de conflito onde se ouvem coisas feias. Depois de tanto tempo sem amor, nos sentimos incapazes de agradar, de dar certo, de sermos amados e de amar. Estamos longe de viver uma situação ideal, mas será que podemos construir algo melhor?
 
Para ter coragem de terminar uma relação é preciso se sentir excitado por um novo amor ou chegar ao fundo do poço. Nessa hora, partir se torna um instinto de sobrevivência. Ou, geralmente, nos encontramos entre as duas situações: irritados mas não desesperados, desiludidos mas não irados, deprimidos mas não depressivos. Além disso, quanto mais estivermos envolvidos numa relação de muito tempo, mais se torna difícil deixar tudo de lado.
 
Um amor difícil se parece com areia movediça. Quanto mais tentamos escapar, mais dificuldade sentimos. Pois durante as primeiras etapas do amor, nos esforçamos para não ver, para não saber. Não quisemos "fazer drama" dos "pequenos" conflitos.  Não quisemos nos demorar em discussões desagradáveis sobre a incompatibilidade de gênios. Foi aos poucos que fomos descobrindo a verdadeira natureza daquele(a) a quem escolhemos.
 
É preciso que o sofrimento realmente se torne insuportável para termos coragem de "fazer as malas". E acordarmos para a vida!
 
[Com base em texto de Patrícia Delahaie]
February, 2006

Valentine's Day.

 

O Dia dos Namorados é 12 de junho. Estamos no Brasil. Não há no Brasil um motivo histórico especial para a criação do Dia dos Namorados. Na pátria do capitalismo, os Estados Unidos, o dia dos namorados se chama Valentine's Day, e tem a ver com San Valentine. No Brasil, um país onde alguns acreditam que o capitalismo não combina com o amor, o Dia dos Namorados foi criado de forma exclusivamente capitalista. É uma véspera do santo casamenteiro, Santo Antônio, mas não pense que o nosso Dia dos Namorados tem a ver com ele. Nossa data foi introduzida pelo publicitário João Dória, em 1949. Ele era da então Agência Standard de Propaganda. Foi uma encomenda das lojas Clipper à Standard. Por tal feito, a Standard ganhou um prêmio. Mas poderia ter ficado por aí. A data "pegou" mesmo dado que a Confederação do Comércio de São Paulo colocou o dia 12 do mês de junho, uma época de baixa nas vendas, em seu calendário. O slogan era: "nem só de beijos vive o amor". 

É irônico, não? O Dia dos Namorados tipicamente capitalista é... brasileiro! Paulistano. 

Nos Estados Unidos, a data tem a ver com a história de Valentine. Ele viveu no Império Romano, sob a época de Claudius. Foi uma época em que os romanos não estavam muito motivados a se inscrever no Exército. Os homens pareciam não querer deixar suas esposas em casa, e muito menos deixá-las viúvas por conta de irem para as guerras. Para um império, isso não era boa coisa. Então, Claudius resolveu tomar uma medida radical - meio maluca por sinal. Proibiu todo mundo de se casar. Verdade! Sabe o que aconteceu? Não sabe?

Ora, os jovens acharam aquilo muito cruel. Mas Valentine achou aquilo não só cruel, mas terrível para ele próprio, que era sacerdote. Seu trabalho diário era casar as pessoas. Valentine adorava o seu trabalho, e então passou a casar as pessoas secretamente. A grande subversão da época, então, se tornou a atividade de casar em lugares muito escondidos. Sem convidados, é claro. Uma cerimônia que tinha de ser feita em muito silêncio. Um casamento de sussuros.

Mas bastou um dia sem sorte  e... pimba! Valentine foi descoberto. Os noivos que ele estava casando escaparam, mas sua prisão foi fácil. Os soldados o levaram, ele foi julgado e sua pena foi a máxima: morte. Mas aí aconteceu o que o tinha de acontecer, para nós que acreditamos no amor: as pessoas começaram a querer visitar Valentine, a entregar flores pela janela do calabouço. Mandavam bilhetes também. A notícia de sua prisão se espalhou, e muitos iam ter com ele nas janelas da prisão. Foi então que a filha de um dos guardas da prisão quis ver Valentine pessoalmente, lá na cela. Seu pai conseguiu um modo disso acontecer. Eles passaram horas conversando na cela. E isso se repetiu muitas vezes. Valentine suportou a prisão graças a isso. No dia da execução, Valentine deixou com um amigo um bilhete para a moça: "Amor, de seu Valentine". Ele foi executado em 14 de fevereiro de 264 da Era Cristã. Mas o seu gesto de entregar um bilhete dizendo "amor", virou um símbolo. Trocar bilhetes, palavras e objetos seguidos de declarações de amor se tornou uma prática rápida em Roma. Foi o modo que a população mostrou a Claudius que ele não podia impedir as pessoas de se amarem, e ao mesmo tempo foi o reconhecimento de todos ao que Valentine representou.

Não é uma história bonita? Triste, é claro. Mas linda, não?

Mas não pense você que tudo começou com Valentine. Aliás, a própria identidade de Valentine é um tanto confusa. Não sabemos corretamente como tudo começou. Muito antes de Valentine, o 14 ou o 15 de fevereiro e os dias seguintes, em Roma, já era uma época de festa relativa a encontros entre homens e mulheres. As mulheres eram postas em caixas, e os homens as tiravam. Se tivessem sorte, pegavam uma boa mulher. Esses festivais pagãos foram objeto de preocupação da Igreja Católica. Quanto a Igreja surgiu como substituto do Império Romano Pagão, ela procurou desmantelar os festivais pagãos, os templos, as práticas velhas. Há quem diga, por exemplo, que o festival desse período - Lupercalia - era uma época em que as mulheres, só com roupas menores, eram espancadas para sarar da infertilidade e outras coisas do tipo. A Igreja transformou tais datas. O festival de Lupercália é, para alguns, o que depois virou a período de purificação da Virgem Maria. Há quem diga que tais festivais é que realmente tem a ver com a tradição ligada ao "Dia dos Namorados" ou algo assim.

O Papa Gelasius transformou o 14 de fevereiro no "Dia de Valentine" em 498 a.C. Durante a Idade Média tal data se fundiu ao que começaram a considerar o "dia dos apaixonados".

Nos Estados Unidos o Valentine's Day foi introduzido em 1700. Há historiadores que apontam que os cartões impressos, do Valentine's Day, começaram a aparecer a partir de mais ou menos 1840, por conta da artista Esther Howland. As pessoas começarem a entregar tais cartões na tal data. Eles teriam substituído uma série de outros cartões, feitos na Europa muito antes, de modo bastante artesanal, não raro com apelos sexuais mais explícitos.

Nos Estados Unidos o Valentine's Day não é um dia comercial com a mesma conotação do nosso "Dia dos Namorados". Quando vivi em Santa Maria, no Estado da California, tentei comprar os chocolates caseiros que ficaram expostos uma semana antes do 14 de fevereiro, no restaurante da Universidade em que eu trabalhava. Mas não me venderam. A moça do restaurante avisou: "It is for Valentine's Day". Somente no 13 de fevereiro ela venderia aqueles chocolates caseiros, aliás, muito baratinhos. Sei que a partir de 1870 surgiram as primeiras caixas de chocolates industriais para serem oferecidas no Valentine's Day. Enfim, no dia 14 de fevereiro fui até lá, esperando poder experimentar os chocolates, mas tudo na cidade estava fechado. Era feriado. Na pátria do capitalismo, em geral, não há consumo muito intenso na maioria dos dias ou períodos em que aqui temos o hábito de consumir, de comprar loucamente. 

[Com base em texto de Paulo Ghiraldelli Jr.]

January, 2006

Dia da Saudade.

O calendário avisa que devemos lembrar uma vez por ano o Dia da Saudade. Creio, porém, que o calendário interno do meu coração nunca esteve bem regulado com este que é chamado de “oficial”.

Dentro do meu coração todos os dias (e, principalmente, as noites) são de saudade. Minha alma mais parece um canteiro de saudades, onde os espinhos duram muito mais do que as flores e não cansam de machucar as lembranças mais felizes e mais risonhas. Se precisasse definir o meu “eu”, diria que ele é composto, meio a meio, por emoções e...saudades.

Sinto saudade, muitas saudades, de algumas pessoas que passaram pela minha vida, deixando marcas coloridas, e depois sumiram quase sem deixar rastro. Algumas partiram para a eternidade por já terem cumprido sua missão na terra. Outras, porém, estão apenas trilhando caminhos diferentes e, por causa da correria do dia-a-dia, por espaços de tempo muito grande, não aparecem e nem mandam notícias.
 
Quando suas imagens se formam nos espelhos das minhas recordações, a saudade se liquefaz e transborda quente e amarga pelos meus olhos. Nesses momentos, eu sinto que a vida é muito curta para a gente cometer esse grave pecado de não encontrar tempo para abraçar os familiares, amigos e conhecidos. Um gesto simples, um telefonema, uma visita ou qualquer tipo de aproximação serviria para matar de vez estas saudades. Mas somos nós mesmos que alimentamos este sentimento daninho e damos armas para que ele permaneça dentro de nós e nos maltrate cada vez mais.

Uma saudade que maltrata muito é aquela que a gente sente de um amor distante que um dia foi tão presente e tão nosso, mas que partiu para, quem sabe, nunca mais. Essas lembranças nos fazem viajar nas asas da brisa ou nos raios prateados da lua cheia, para tentar uma aproximação, por meio do pensamento, daquela pessoa que nós não conseguimos deixar de pensar.

Nesses instantes, quando a solidão teima em ficar maior do que a distância, nosso coração dispara num ritmo tão forte que até parece estar querendo cavalgar o vento para poder abraçar a pessoa que tanto recordamos. Esses momentos nostálgicos, porém, quase sempre terminam em lágrimas. E numa saudade maior ainda...

Mas, na verdade, a saudade maior que nós sentimos é de nós mesmos. Saudade daquela idade onde tudo era permitido e tão pouco realizado. Saudade daquele beijo roubado que ficou queimando a lembrança por longos anos. Saudade do descompromisso de amar de brinquedo no meio de tantas brincadeiras infantis. Saudade da primeira professora que, sem ela saber, era também a nossa primeira namorada. Saudade dos cabelos longos, das roupas coloridas e da bicicleta que sabia voar. Saudade de um tempo em que a gente não sabia o que era sentir saudades. Saudade de todas as saudades que moram dentro da gente e que conseguem transformar cada dia da nossa vida (principalmente este) num eterno Dia da Saudade...

[Baseado em texto de Milton Souza]
January, 2006

Ser feliz.

Com o tempo, você vai percebendo que para ser feliz com uma outra pessoa, você precisa, em primeiro lugar, não precisar dela.

Percebe também que aquele alguém que você ama (ou acha que ama) e que não quer nada com você, definitivamente, não é a pessoa da sua vida.

Você aprende a gostar de você, a cuidar de você e, principalmente, a gostar de quem também gosta de você.

O segredo é não correr atrás das borboletas... É cuidar do jardim para que elas venham até você.

No final das contas, você vai achar não quem você estava procurando, mas quem estava procurando por você!
January, 2006

Relação.

 
Uma relação tem que servir para você se sentir 100% à vontade com outra pessoa, à vontade para concordar com ela e discordar dela, para ter sexo sem não-me-toques ou para cair no sono logo após o jantar, pregado.

Uma relação tem que servir para você ter com quem ir ao cinema de mãos dadas, para ter alguém que instale o som novo enquanto você prepara uma pizza, para ter alguém com quem viajar para um país distante, para ter alguém com quem ficar em silêncio sem que nenhum dos dois se incomode com isso. 

Uma relação tem que servir para, às vezes, estimular você a se produzir, e, quase sempre, estimular você a ser do jeito que é,de cara lavada e bonita a seu modo. 

Uma relação tem que servir para um e outro se sentirem amparados nas suas inquietações, para ensinar a confiar, a respeitar as diferenças que há entre as pessoas, e deve servir para fazer os dois se divertirem demais, mesmo em casa, principalmente em casa.

Uma relação tem que servir para cobrir as despesas um do outro num momento de aperto, e cobrir as dores um do outro num momento de melancolia, e cobrirem o corpo um do outro quando o cobertor cair.

Uma relação tem que servir para um acompanhar o outro no médico, para um perdoar as fraquezas do outro, para um abrir uma Coca-cola e para o outro abrir o jogo, e para os dois abrirem-se para o mundo. 

Se entendêssemos assim, não haveria tantas pessoas sozinhas!


[Dráuzio Varela]
January, 2006

Ser de ninguém.

Na hora de cantar todo mundo enche o peito nas boates, levanta os braços, sorri e dispara: "eu sou de ninguém, eu sou de todo mundo e todo mundo é meu também". 

Todavia, passado o efeito do uísque com guaraná (ou energético) e dos beijos descompromissados, os adeptos da geração "tribalista" se dirigem aos consultórios terapêuticos, ou alugam os ouvidos do amigo mais próximo e reclamam de solidão, ausência de interesse das pessoas, descaso e rejeição.

A maioria não quer ser de ninguém, mas que quer que alguém seja seu.

Beijar na boca é bom? Claro que é! Se manter sem compromisso, viver rodeado de amigos em baladas animadíssimas é legal? Evidente que sim.

Mas por que reclamam depois? Será que os “grupos tribalistas” se esqueceram da velha lição ensinada no colégio, onde "toda ação tem uma reação". Agir como “tribalista” tem conseqüências, boas e ruins, como tudo na vida. Não dá, infelizmente, para ficar somente com a cereja do bolo - beijar de língua, namorar e não ser de ninguém. Para comer a cereja é preciso comer o bolo todo e nele, os ingredientes vão além do descompromisso, como: não receber o famoso telefonema no dia seguinte, não saber se esta namorando mesmo depois de sair um mês com a mesma pessoa, não se importar se o outro estiver beijando outra etc, etc, etc.

Embora já saibam namorar, "os tribalistas" não namoram. Ficar, também é coisa do passado. A palavra de ordem hoje é "namorix". A pessoa pode ter um, dois e até três “namorix” ao mesmo tempo. Dificilmente está apaixonada por seus “namorix”, mas gosta da companhia do outro e de manter a ilusão de que não está sozinho.

Nessa nova modalidade de relacionamento, ninguém pode se queixar de nada. Caso uma das partes se ausente durante uma semana, a outra deve fingir que nada aconteceu, afinal, não estão namorando. Alias, quando foi que se estabeleceu que namoro é sinônimo de cobrança?

A nova geração prega liberdade, mas acaba tendo visões unilaterais.

Assim como deseja "a cereja do bolo tribal", enxerga somente o lado negativo das relações mais sólidas. Desconhece a delícia de assistir um filme debaixo das cobertas num dia chuvoso comendo pipoca com chocolate quente, o prazer de dormir junto abraçado, roçando os pés sob as cobertas e a troca de cumplicidade, carinho e amor.

Namorar é algo que vai muito além das cobranças. É cuidar do outro e ser cuidado por ele, é telefonar só para dizer boa noite, ter uma boa companhia para ir ao cinema de mãos dadas, transar por amor, ter alguém para fazer e receber cafuné, um colo para chorar, uma mão para enxugar lagrimas, enfim, é ter alguém para amar.

Já dizia o poeta que "amar se aprende amando" e se seguirmos seu raciocínio, esbarraremos na lição que nos foi passada nas décadas passadas: relação é sinônimo de desilusão. O número avassalador de divórcios nos últimos tempos, só veio a confirmar essa tese e aqueles que se divorciaram (pais e mães dos adeptos do “tribalismo”), vendem na maioria das vezes a idéia de que casar é um péssimo negócio e que uma relação sólida é sinônimo de frustrações futuras.

Talvez seja por isso que pronunciar a palavra "namoro" traga tanto medo e rejeição. Todavia, vivemos em uma época muito diferente daquela em que nossos pais viveram. Hoje podemos optar com maior liberdade e não somos mais obrigados a "comer sal junto até morrer". Não se trata de responsabilizar pais e mães, ou atribuir um significado latente aos acontecimentos vividos e assimilados na infância, pois somos responsáveis por nossas escolhas, assim como o que fazemos com as lições que nos chegam.

A questão não é causal, mas quem sabe correlacional. Podemos aprender amar se relacionando. Trocando experiências, afetos, conflitos e sensações. Não precisamos amar sob os conceitos que nos foram passados.

Somos livres para optar. E ser livre não é beijar na boca e não ser de ninguém.

É ter coragem, ser autêntico e se permitir viver um sentimento... É arriscar, pagar para ver e correr atrás da felicidade. É doar e receber, é estar disponível de alma, para que as surpresas da vida possam aparecer. É compartilhar momentos de alegria e buscar tirar proveito até mesmo das coisas ruins.

Ser de todo mundo, não ser de ninguém, é o mesmo que não ter ninguém também... É não ser livre para trocar e crescer... É estar fadado ao fracasso emocional e à tão temida solidão.

[Baseado em crônica de Arnaldo Jabor]

January, 2006

Dia do Sorriso.

Um sorriso não custa nada e rende muito.

Enriquece quem o recebe e não empobrece quem dá.

Dura somente um instante, mas sua recordação e efeito são eternos.

Ninguém é tão rico que possa dispensar.

Ninguém é tão pobre que não possa dar.

Cria felicidade no lar.

É sustento no trabalho.

Sinal visível de uma amizade profunda.

Um sorriso representa repouso no cansaço,

Coragem no desânimo, consolo na tristeza e alívio na angústia.

É um bem que não se pode comprar, emprestar nem roubar porque só tem valor no instante que se dá.

Mas, se encontrar alguém que recusa um sorriso, seja generoso em dar o seu, pois ninguém tanto necessita dele quanto aquele que não sabe dar!

January, 2006

Amor no século da pressa.

Quem não gosta de ser amado? Ser paparicado? Receber atenção especial, presentinhos e beijinhos doces?

Quem não gosta de surpresinhas gostosas, beijo na boca e abraços apertados?

Quem é que de livre e espontânea vontade prefere a solidão a uma boa companhia?

Ora, todo mundo quer uma boa companhia e de preferência para o todo sempre.

Mas conviver com essa "boa companhia" diariamente por 3, 5, 10, 15, 25 anos que é o difícil.

No começo dos relacionamentos e até 1 ano de vida amorosa, tudo são mais ou menos flores (se o seu relacionamento tem menos de um ano e já é mais de brigas e discussões, caia fora dessa fria).

Não adianta você dizer depois de três meses que "encontrou o amor de sua vida", porque o amor precisa de convivência para ser devidamente testado.

Nesse mundo maluco e agitado, as pessoas estão se encontrando hoje, se amando amanhã e entrando em crise depois de amanhã.

Uma coisa frenética e louca que tem feito muita gente, que se julgava equilibrada, perder os parafusos e fazer muita besteira.

Paixão, loucura e obsessão, três dos mais perigosos ingredientes que estão crescendo nos relacionamentos de hoje em dia por causa da velocidade das informações e o medo de ficar sozinho.

As pessoas não estão conseguindo conviver sozinhas com seus defeitos, vícios e qualidades, e partem desesperadamente para encontrar alguém, a tal da alma gêmea, e se entregam muitas vezes aos primeiros pares de olhos que piscam para o seu lado.

Vale tudo nessa guerra: chat, e-mail, carta, agência, festas e até roubar o parceiro de alguém. É uma guerra para não ficar sozinho.

Medo? Com medo de se encarar no espelho e perceber as próprias deficiências?

Com medo de encarar a vida e suas lutas?

Então a pessoa consegue alguém (ou acha que está nascendo um grande amor), fecha os olhos para a realidade e começa a viver um sonho, trancado em si.

Mesmo, nos quartos e no seu egoísmo, a pessoa transfere toda a sua carência para o (a) parceiro (a), transfere a responsabilidade de ser feliz para uma pessoa.

Que na verdade ela mal conhece.

Então, um belo dia, vem o espanto, a realidade, o caso melado, o "falso amor" acaba, e você que apostou todas as suas fichas nesse romance fica sem chão, sem eira nem beira, e o pior: muitas vezes fica sem vontade de viver.

Pobre povo desse século da pressa!

Precisamos urgentemente voltar o costume "antigo" de "ter tempo", de dar um tempo para o tempo nos mostrar quem são as pessoas.

Namorar é conhecer, é reconhecer, é a época das pesquisas, do reconhecimento...

Se as pessoas não se derem um tempo, não buscarem se conhecer mais, logo em breve teremos milhares de consultórios lotados de "depressivos" e cemitérios cada vez mais cheios de suicidas "seres cansados de si mesmos...".

Faça um bem para si mesmo e para os outros, quando iniciar um relacionamento procure dar tempo para tudo: passeie muito de mãos dadas, converse mais sobre gostos e preferências, conheça a família e mostre a sua, descubra os hábitos e costumes.

Parece careta demais?

Que nada, isso é a realidade que pode salvar o relacionamento e muitas vidas.

Pense nisso e se gostar, passe essa mensagem para frente; quem sabe se juntos, não ajudamos alguém carente de amor a encontrar um motivo para ser feliz?


Muita pretensão? Não, vontade de te ver feliz.

[Luís Fernando Veríssimo]
December, 2005

Olhar amoroso.

Quando encontrar alguém e esse alguém fizer seu coração parar de funcionar por alguns segundos, preste atenção: pode ser a pessoa mais importante da sua vida.

Se os olhares se cruzarem e, neste momento, houver o mesmo brilho intenso entre eles, fique alerto(a): pode ser a pessoa que você está esperando desde o dia em que nasceu.

Se o toque dos lábios for intenso, se o beijo for apaixonante, e os olhos se encherem d'água neste momento perceba: existe algo mágico entre vocês. 

S
e o primeiro e o último pensamento do seu dia for essa pessoa, se a vontade de ficar junto chegar a apertar o coração agradeça: Deus te mandou um presente divino - o amor. 

Se um dia tiverem que pedir perdão um ao outro por algum motivo e em troca receber um abraço, um sorriso, um afago nos cabelos e os gestos valerem mais que mil palavras, se entregue: vocês foram feitos um para o outro.

Se por algum motivo você estiver triste, se a vida te deu uma rasteira e a outra pessoa sofrer o seu sofrimento, chorar as suas lágrimas e enxugá-las com ternura, que coisa maravilhosa: você poderá contar com ela em qualquer momento de sua vida. 

Se você conseguir, em pensamento, sentir o cheiro da pessoa como se ela estivesse ali do seu lado...

Se você achar a pessoa maravilhosamente linda, mesmo ela estando de pijama velho, chinelos de dedo e cabelos emaranhados...

Se você não consegue trabalhar direito o dia todo, ansioso(a) pelo encontro que está marcado para a noite... 

Se você não consegue imaginar, de maneira nenhuma, um futuro sem a pessoa ao seu lado... 

Se você tiver a certeza que vai ver a outra envelhecendo e, mesmo assim tiver a convicção que vai continuar sendo louco por ela...

Se você preferir morrer, antes de ver a outra partindo:

É o amor que chegou na sua vida. É uma dádiva. Muitas pessoas apaixonam-se muitas vezes na vida, mas poucas amam ou encontram um amor verdadeiro. Ou às vezes encontram e, por não prestarem atenção nesses sinais, deixam o amor passar, sem deixá-lo acontecer verdadeiramente. 

É o livre-arbítrio. Por isso, preste atenção nos sinais. Não deixe que as loucuras do dia-a-dia o deixem cego para a melhor coisa da vida: o amor.

[Carlos Drummond de Andrade]

December, 2005

Seja você o Menino!


As cores, Deus as inventou quando menino, por certo. E brincava com elas com a mesma paixão e sem cerimônia de quem, um dia, ainda faria tudo o que existe.

Misturando umas às outras e esparramando-as pelo firmamento, punha-se a imaginar planícies e bichos, montanhas e mar, passarinhos e canções, poentes e pirulitos.

Às vezes, quando não saia a correr com as luzes pelo infinito, passava manhãs inteiras, fechado, em silêncio, em seu universo, a encher-se de luz, a cada nova cor que descobria. Ora lhe pareciam solenes como deveriam ser as florestas, ora preciosas como desejava pérolas e joaninhas.

Mas o que mais o encantava nas cores era o fato de serem cores simplesmente e, todavia, brincarem com seus olhos, darem asas a seus sonhos e povoarem sua alma de sentimentos.

Se um dia criasse o mundo, Ele pensava, haveria de dar-lhe cores. E se houvessem pessoas nesse mundo, haveria de dar a elas a capacidade de perceberem, nas cores, a mesma magia que ele testemunhava.

Percebê-las significaria terem as cores dentro delas: almas coloridas, corações de aquarela.
Assim saberiam reconhecer na própria vida toda maravilha que ela encerra.

Outra vez, como num sonho, teve uma visão de arco-íris. As próprias pessoas teriam o dom de serem cores. E de alegrarem-se umas às outras, de encantarem-se umas às outras, de amarem-se em gestos de luz. A felicidade seria a tradução desse desejo.

Ah, como Ele gostaria de ver, um dia, todas as pessoas felizes. Haveria cor em profusão, luzes em toda a terra, nunca mais a escuridão.

Assim seja, Menino!
December, 2005

O preconceito e o amor maduro.


A Constituição Federal no seu artigo 5º garante o direito à vida, à liberdade e à igualdade sem qualquer possibilidade de distinção ou discriminação, mas bem sabemos que a realidade é bem diferente. Somos cheios de preconceitos.

Hoje quero falar dos casais de gerações diferentes. Homens próximos dos 60 anos que amam mulheres mais jovens e mulheres maduras que amam homens com menos idade. Por que estes casais incomodam tanto? Pode ser que o maior incômodo seja exatamente a coragem que tiveram. A coragem de assumir um relacionamento diferente e inesperado, a coragem de dizer que nem sempre o tempo de duração é o elemento mais importante.

Quando um homem de 50 anos namora uma mulher de 30, surge um imenso número de especulações porque as pessoas têm preconceito em relação à idade, em relação ao envelhecimento. Mas, na verdade, só os ignorantes e os pobres de espírito não têm a capacidade de perceber que aquele homem maduro pode ser encantador, apaixonante e porque não dizer, sexualmente muito ativo. O mesmo serve para as mulheres mais velhas, também muito interessantes, cheias de charme e capazes de seduzir um homem mais novo.

Neste tipo de relacionamento, o que importa é a qualidade, não só do tempo vivido a dois como também a qualidade das pessoas. O caráter, a inteligência e a experiência podem ser tão atrativos ou mais do que apenas um corpo enxuto. E se o único argumento dos falsos moralistas é que relacionamento assim só pode ser movido por interesses escusos, digo com tranqüilidade: mau-caráter não tem idade, assim como amor não tem regra. Quem disse que uma mulher de 50 é sempre mais fiel que uma de 30?

Os homens e mulheres que romperam este falso moralismo são pessoas especiais e por isso merecem mesmo ser mais felizes, pois são pessoas altivas e corajosas que sabem valorizar o direito de viver e de ser livre quanto às próprias escolhas.

Vale ressaltar: não tenho nada contra a moral. Moral verdadeira se baseia em princípios como o respeito, a dignidade e o senso de justiça. Mas a falsa moral é a pior das chagas e por ela uma sociedade inteira pode ser movida por falsidade e hipocrisia.

Uma família deve respeitar as escolhas feitas por seus membros. Os filhos devem respeitar a nova união de sua mãe ou de seu pai, independentemente da idade de seus pares. E aos pais digo o seguinte: criem seus filhos com capacidade de auto-sustento, não os criem como meros expectadores de patrimônio, porque estes verão num novo relacionamento uma ameaça de divisão de riquezas, por menor e mais pobres que sejam.

Aos corajosos minha mais profunda admiração.

[Pérola Melissa Vianna Braga]

December, 2005

Quando uma mulher é grande ou pequena.

 
Há mulheres de todos os gêneros: histéricas, batalhadoras, frescas, profissionais, chatas, inteligentes, gostosas, parasitas, vampiras, sensacionais.

Mulheres de origens diversas, de idades várias, mulheres de posses ou de grana curta. Mulheres de tudo quanto é jeito.

Mas, eu acho que os homens deveriam prestar atenção apenas num quesito: se a mulher é do tipo que puxa para cima ou se é do tipo que empurra para baixo.

Dizem que por trás de todo grande homem existe uma grande mulher! Meia-verdade. Ele pode ser grande estando sozinho também. Mas, com uma mulher xarope ele não vai chegar a lugar algum.

Mulher que puxa para cima é mulher que aposta nas decisões do cara, que não fica telefonando para o escritório a toda hora, que tem a profissão dela, que o apóia quando ele diz que vai pedir demissão por questões éticas e que confia que vai dar tudo certo.

Mulher que empurra para baixo é a que põe minhocas na cabeça dele, a que tem acessos de carência bem na hora que ele tem que entrar numa reunião, a que não avaliza nenhuma mudança que ele propõe, a que quer manter tudo como está.

Mulher que puxa para cima é a que dá uns toques na hora de ele se vestir, a que não perturba com questões menores, a que incentiva o marido a procurar os amigos, a que separa matérias de revista que possam interessá-lo, a que indica livros, a que faz amor com vontade.

Mulher que empurra para baixo é a que reclama do salário dele, a que não acredita que ele tenha taco pra assumir uma promoção, a que acha que viajar é despesa e não investimento, a que tem ciúmes da secretária.

Mulher que puxa para cima é a que dá conselhos e não palpite, a que acompanha nas festas e nas roubadas, a que tem bom humor.

Mulher que empurra para baixo é a que debocha dos defeitos dele em rodinhas de amigos e que não acredita que ele vá mais longe do que já foi.

Se por trás de todo grande homem, existe uma grande mulher, então vale o inverso também: por trás de um pequeno homem, talvez exista uma mulherzinha de nada.
December, 2005

O sonho não acabou...

Imagine que não exista nenhum paraíso,
É fácil se você tentar.
Nenhum inferno abaixo de nós,
Sobre nós apenas o firmamento.
Imagine todas as pessoas
Vivendo pelo hoje... 

Imagine que não exista nenhum país,
Não é difícil de fazer.
Nada porque matar ou porque morrer,
Nenhuma religião também.
Imagine todas as pessoas
Vivendo a vida em paz...

Imagine nenhuma propriedade,
Eu me pergunto se você consegue.
Nenhuma necessidade de ganância ou fome,
Uma fraternidade de homens.
Imagine todas as pessoas
Compartilhando o mundo todo.

Você talvez diga que sou um sonhador,
Mas eu não o único.
Eu espero que algum dia você junte-se a nós,
E o mundo viverá como um único.

[Versão da música Imagine, de John Lennon, em homenagem aos 25 anos de sua morte]

December, 2005

A fita métrica do amor.

Os tamanhos variam conforme o grau de envolvimento.

Uma pessoa é enorme quando fala do que leu e viveu, quando trata você com carinho e respeito, quando olha nos olhos e sorri destravado.

É pequena pra você quando só pensa em si mesmo, quando se comporta de uma maneira pouco gentil, quando fracassa justamente no momento em que teria que demonstrar o que há de mais importante entre duas pessoas: a amizade.

Uma pessoa é gigante pra você quando se interessa pela sua vida, quando busca alternativas para o seu crescimento, quando sonha junto.

É pequena quando desvia do assunto.

Uma pessoa é grande quando perdoa, quando compreende, quando se coloca no lugar do outro, quando age não de acordo com o que esperam dela, mas de acordo com o que espera de si mesma.

Uma pessoa é pequena quando se deixa reger por comportamentos clichês.

Uma mesma pessoa pode aparentar grandeza ou miudeza dentro de um relacionamento, pode crescer ou não num espaço de poucas semanas: será ela que mudou ou será que o amor é traiçoeiro nas suas medições?

Uma decepção pode diminuir o tamanho de um amor que parecia ser grande.

Uma ausência pode aumentar o tamanho de um amor que parecia ser ínfimo.

É difícil conviver com esta elasticidade: as pessoas se agigantam e se encolhem aos nossos olhos.

Nosso julgamento é feito não através de centímetros e metros, mas de ações e reações, de expectativas e frustrações.

Uma pessoa é única ao estender a mão, e ao recolhe-la inesperadamente, se torna mais uma.

O egoísmo unifica os insignificantes.

Não é a altura, nem o peso, nem os músculos que tornam uma pessoa grande.

É a sua sensibilidade sem tamanho!

[Adaptado de texto de Martha Medeiros] 
December, 2005

Definições de amor.

Vida é o amor existencial.
Razão é o amor que pondera.
Estudo é o amor que analisa.
Ciência é o amor que investiga.
Filosofia é o amor que pensa.
Religião é o amor que busca Deus.
Verdade é o amor que se eterniza.
Ideal é o amor que se revela.
Fé é o amor que se transcende.
Esperança é o amor que se consola.
Caridade é o amor que se auxilia.
Fraternidade é o amor que se expande.
Sacrifício é o amor que se esforça.
Simpatia é o amor que sorri.
Trabalho é o amor que constrói.
Indiferença é o amor que se esconde.
Desespero é o amor que desgoverna.
Paixão é o amor que se desequilibra.
Orgulho é o amor que enlouquece.
Sensualismo é o amor que envenena.
Finalmente, o ódio, que julga ser a antítese do amor, não é se não o próprio amor que adoece gravemente...
November, 2005

Oração Kahuna do Perdão

Buscando eliminar todos os bloqueios que atrapalham minha evolução dedicarei alguns momentos para perdoar.  

A partir deste momento eu perdôo todas as pessoas que de alguma forma me ofenderam, me injuriaram ou me causaram dificuldades desnecessárias.

Perdôo, sinceramente, quem me rejeitou, me odiou, me abandonou, me traiu, me humilhou, me amedrontou, me iludiu.
 

P
erdôo, especialmente, quem me provocou até que eu perdesse a paciência e reagisse violentamente para depois me fazer sentir vergonha, remorso e culpa inadequada.

Reconheço que também fui responsável pelas agressões que recebi pois várias vezes confiei em indivíduos negativos, permiti que me fizessem de bobo e descarregassem sobre mim seu mau caráter. 

Por longos anos suportei maus tratos, humilhações, perdendo tempo e energia, na tentativa inútil de conseguir um bom relacionamento com essas criaturas.

Já estou livre da necessidade compulsiva de sofrer e livre da obrigação de conviver com indivíduos e ambientes tóxicos. Iniciei, agora, uma nova etapa de minha vida, em companhia de gente amiga, sadia e competente.

Queremos compartilhar sentimentos nobres, enquanto trabalhamos pelo progresso de todos nós. 

Jamais voltarei a me queixar, falando sobre mágoas e pessoas negativas. Se, por acaso, pensar nelas, lembrarei que já estão perdoadas e descartadas de minha vida íntima definitivamente.

Agradeço pelas dificuldades que essas pessoas me causaram, pois isso me ajudou a evoluir, do nível humano comum ao nível espiritualizado em que estou agora. 

Quando me lembrar das pessoas que me fizeram sofrer, procurarei valorizar suas boas qualidades e pedirei ao Criador que as perdoe também, evitando que elas sejam castigadas pela lei da causa e efeito, nesta vida ou em futuras.

Dou razão a todas as pessoas que rejeitaram o meu amor e minhas boas intenções, pois reconheço que é um direito que assiste a cada um me repelir, não me corresponder e me afastar de suas vidas.

Fazer uma pausa para acúmulo de energia, respirar profundamente algumas vezes.

Agora, sinceramente, peço perdão a todas as pessoas a quem, de alguma forma, consciente ou inconscientemente eu ofendi, injuriei, prejudiquei ou desagradei.

Analisando e fazendo um julgamento de tudo que realizei ao longo de toda a minha vida, vejo que o valor das minhas boas ações é suficiente para pagar todas as minhas culpas, deixando um saldo positivo a meu favor.

Sinto-me em paz com minha consciência e de cabeça erguida respiro profundamente, prendo o ar e me concentro para enviar uma corrente de energia destinada ao EU SUPERIOR. Ao relaxar, minhas sensações revelam que este contato foi estabelecido.

Agora dirijo uma mensagem de fé ao meu EU SUPERIOR, pedindo orientação, proteção e ajuda para a realização, em ritmo acelerado, de um projeto muito importante que estou mentalizando e para o qual estou trabalhando com dedicação e amor.

Agradeço de todo o coração, a todas as pessoas que me ajudaram e comprometo-me a retribuir trabalhando para o bem do próximo, atuando como agente catalisador do entusiasmo, prosperidade e auto-realização.

Tudo farei em harmonia com as leis da Natureza e com a permissão do nosso CRIADOR, eterno, infinito, indescritível que eu, intuitivamente sinto como o único poder real, atuante dentro e fora de mim. 

Assim seja... Assim é... E assim será!

November, 2005

Anjos... de quatro patas!

 
O post de hoje é em homenagem ao Tobby, meu melhor, mais fiel e querido amigo.
 
Existem pessoas que não gostam de cães. Estas, com certeza, nunca tiveram em sua vida um amigo de quatro patas. Ou, se tiveram, nunca olharam dentro daqueles olhos para perceber quem estava ali. Um cão é um anjo que vem ao mundo ensinar amor. Quem mais pode dar amor incondicional, amizade sem pedir nada em troca, afeição sem esperar retorno, proteção sem ganhar nada e, sobretudo, fidelidade 24 horas por dia?

Ah, não me venham com essa de que os pais fazem isso, porque os pais são humanos, se irritam, se afastam. Um cão não se afasta mesmo quando você o agride. Ele retorna cabisbaixo, pedindo desculpas por algo que talvez não fez, lambendo suas mãos a suplicar perdão.

Alguns anjos não possuem asas, possuem quatro patas, um corpo peludo, nariz de bolinha, orelhas de atenção, olhar de aflição e carência. Apesar dessa aparência, são tão anjos quanto os outros (aqueles com asas) e se dedicam aos seus humanos tanto quanto qualquer anjo costuma dedicar-se.

Que bom seria se todos os humanos pudessem ver a humanidade perfeita de um cão!
November, 2005

A verdadeira história da mulher.

Conta uma lenda que, no princípio do mundo, quando Deus decidiu criar a mulher, viu que havia esgotado todos os materiais para fazer o homem e não tinha do que dispor.

Diante deste dilema e depois de uma profunda meditação, fez isso:

Pegou a forma arredondada da lua,
As suaves curvas das ondas,
A terna aderência das bromélias,
O trêmulo movimento das folhas,
A forma esbelta da palmeira,
A nuance delicada das flores,
O amoroso olhar do cervo,
A alegria do raio de sol e as gotas do choro das nuvens,
A inconstância do vento e a fidelidade do cão,
E a vaidade do pavão,
A suavidade da pena do cisne e a dureza do diamante,
A doçura da pomba e a crueldade do tigre,
O ardor do fogo e a frieza da neve.
Misturou ingredientes tão diferentes, formou a mulher!!
E deu ao homem!!!

Depois de uma semana veio o homem e lhe disse:

- Senhor, a criatura que você deu me faz desgostoso, quer toda minha atenção, nunca me deixa sozinho, fala sem parar, chora sem motivo, se diverte em me fazer sofrer, venho a devolvê-la porque não posso viver com ela.

- Bem..., respondeu Deus e pegou a mulher.

Uma semana se passou e o homem voltou e lhe disse:

- Senhor, me encontro muito sozinho desde que eu devolvi a criatura que fizeste para mim, ela cantava e brincava ao meu lado, me olhava com ternura e o seu olhar era uma carícia, ria e seu riso era música, era bonito de se ver e suave ao tato. Devolva-me! Não posso viver sem a mulher!!
November, 2005

Confissões de mulher.

Homens fortes, seguros, com personalidade, costumam ser sedutores;

Quem não se encanta com aquele que sabe dizer o que pensa e pensa as coisas certas, tem a vida resolvida, uma relação excelente com os filhos (que deram certo em tudo), com a mulher ou a ex, e que aparentemente não tem problemas.

Quem não adoraria encontrar um homem assim?

Ele não hesita na hora de escolher onde vão jantar, sabe, por intuição, a bebida de que você gosta e até sugere o prato que devem pedir.

Ele sabe o que quer, tudo que se procura na vida.

Começa o namoro e nunca houve outro melhor. Ele está por dentro das coisas que estão acontecendo -os filmes que vale a pena serem vistos, a praia onde devem passar o fim de semana... coisas assim.

A vida dele corre sempre bem, ele nunca aparece nervoso, de mau humor, inseguro. E quando você tem um problema, ele, com seu bom senso inato, ajuda você a raciocinar e decidir qual o melhor caminho a tomar.

Tudo ótimo, não? Ótimo, sim, só que você não consegue se apaixonar. Falta alguma coisa, mas não consegue atinar o quê.

Logo você, que já enlouqueceu por tantos, alguns péssimos, outros ainda piores; Logo você, que já passou noites sem dormir, delirando, já que sua paixão da época não apareceu como havia combinado. Soube depois que estava com a turma de amigos, todos uns idiotas, jogando conversa fora e esquecido de sua existência.

Difícil entender a cabeça das mulheres. Quando elas encontram o homem que poderia ser o ideal, o coração não bate, o sangue parece que fica morno e parado nas veias. Mas, num domingo de chuva, você resolve pensar no assunto, o mais profundamente possível. E chega a algumas conclusões.

Não há nada que dificulte mais as relações, sejam elas de amizade ou de amor, do que alguém aparentemente sem problemas.
 
Para que as pessoas se aproximem é preciso que elas mostrem suas fraquezas, suas inseguranças, que tenham tido fracassos e tenham a coragem de confessá-los; que às vezes (pelo menos, às vezes) não saibam o que fazer, que perguntem o que você acha, que um dia chorem no seu ombro por nada, só porque não entendem a vida...

Só é possível gostar, ficar próximo, surgir um sentimento por alguém que seja, além de forte, frágil, e que mostre suas fraquezas sem pudor.

Mas uma paixão mesmo só acontece quando um homem diz, com ou sem palavras, que precisa muito de nós.
November, 2005

Uma visão bem humorada do amor.

O amor não é algo que faz você sair do chão e o(a) transporta para lugares que você nunca viu antes!
O nome disso é avião.
O amor é outra coisa.

O amor não é uma coisa que faça você perder a respiração e a fala.
O nome disso é bronquite asmática.
O amor é outra coisa.

O amor não é uma coisa que chega de repente e transforma você em refém.
Isso se chama seqüestro.
O amor é outra coisa.

O amor não é uma coisa que voa alto no céu e deixa sua marca por onde passa.
Isso se chama serviço de pombo.
O amor é outra coisa.
O amor não é uma coisa que você pode prender ou botar pra fora de casa quando bem entender.
Isso se chama cachorro.
O amor é outra coisa.

O amor não é uma coisa que lança uma luz sobre você e o(a) leva para ver estrelas, depois traz você de volta com algo dele dentro de você.
Isso se chama extra-terrestre.
O amor é outra coisa.

O amor não é uma coisa que desapareceu e que, se encontrado, poderia mudar o que está diante de você!
Isso se chama controle remoto de TV.
O amor é outra coisa.

Sabe o que é o amor?
O amor é simplesmente... amor!
November, 2005

Para namorar não existe idade certa.

Há quem acredite que beijos fogosos são reservados apenas aos casais jovens, que abraços apertados não ocorrem entre os mais velhos, que sexo, então, é um tema distante, algo que não faz parte da vida de quem tem mais de 50 anos...
 
O namoro não tem idade, regras, preconceitos ou limites. O namoro é a livre expressão do amor, é a alegria compartilhada a dois, com risos, carinhos, convivência, troca, conversa e parceria.
 
Quando se aproxima o dia dos namorados, as ruas, os shoppings e as lojas costumam exibir cartazes com figuras de jovens casais. Duplas de meia idade nunca estão nessas campanhas publicitárias, embora a população brasileira esteja em processo de envelhecimento crescente.
 
Quem acredita plenamente na mídia pode se frustrar, achando que os mais velhos não devem namorar. Mas devemos esquecer isso e aproveitar esse e outros dias para exercer plenamente o direito des ser feliz e fazer o ser amado também feliz.
 
Namorar é isso: sair de mãos dadas pela rua, encontrar-se na porta do cinema, caminhar juntos na praia, dançar até cansar, beijar muito, fazer um jantar à luz de velas, preparar o quarto como um refúgio romântico, dormir abraçado...
 
Os casais que namoram não costumam se queixar de baixa libido, ausência de orgasmo ou impotência... Porque essa convivência gostosa funciona como um motor que mantém o relacionamento aquecido. O namoro também traz um estado de espírito mais positivo e alegre para o casal, que não perde tempo com conflitos inúteis, mágoas e reclamações.
 
Os dois conseguem extrair o melhor da relação e, quando estão juntos, querem ficar bem. Há admiração, respeito, afinidade... Casais que namoram, tenham eles 20, 30, 50 ou 80 anos atravessam crises e passam por problemas, mas não sucumbem às dificuldades. O olhar cúmplice e a palavra amiga são maiores do que os conflitos. O sexo pode ter seus altos e baixos, mais isso deve ser visto com humor e otimismo.
 
[Adaptado de texto de Moacir Costa] 
November, 2005

Conselhos de um velho apaixonado.

 
Quando encontrar alguém e esse alguém fizer seu coração parar de funcionar por alguns segundos, preste atenção: pode ser a pessoa mais importante da sua vida.
 
Se os olhares se cruzarem e, neste momento, houver o mesmo brilho intenso entre eles, fique alerta: pode ser a pessoa que você está esperando desde o dia em que nasceu.

Se o toque dos lábios for intenso, se o beijo for apaixonante, e os olhos se encherem d'água neste momento, perceba: existe algo mágico entre vocês.

Se o primeiro e o último pensamento do seu dia for essa pessoa, se a vontade de ficar juntos chegar a apertar o coração, agradeça: Algo do céu te mandou um presente divino: o amor!

Se um dia tiverem que pedir perdão um ao outro por algum motivo e, em troca, receber um abraço, um sorriso, um afago nos cabelos e os gestos valerem mais que mil palavras, entregue-se: vocês foram feitos um pro outro.

Se por algum motivo você estiver triste, se a vida te deu uma rasteira e a outra pessoa sofrer o seu sofrimento, chorar as suas lágrimas e enxugá-las com ternura, que coisa maravilhosa: você poderá contar com ela em qualquer momento de sua vida.
 
Se você conseguir, em pensamento, sentir o cheiro da pessoa como se ela estivesse ali do seu lado...

Se você achar a pessoa maravilhosamente linda, mesmo ela estando de pijamas velhos, chinelos de dedo e cabelos emaranhados...

Se você não consegue trabalhar direito o dia todo, ansioso pelo encontro que está marcado para a noite...

Se você não consegue imaginar, de maneira nenhuma, um futuro sem pessoa ao seu lado...

Se você tiver a certeza que vai ver a outra envelhecendo e, mesmo assim, tiver a convicção que vai continuar sendo louco por ela...

Se você preferir fechar os olhos, antes de ver a outra partindo: é o amor que chegou na sua vida.

Muitas pessoas apaixonam-se muitas vezes na vida, mas poucas amam ou encontram um amor verdadeiro.

Às vezes encontram e, por não prestarem atenção nesses sinais, deixam amor passar,sem deixá-lo acontecer verdadeiramente. É o livre-arbítrio. Por isso, preste atenção nos sinais.

Não deixe que as loucuras do dia-a-dia o deixe cego para a melhor coisa da vida: o amor!
 
[Carlos Drummond de Andrade]
November, 2005

Ser transparente.

Às vezes, fico me perguntando: por que é tão difícil assim...

Costumamos acreditar que ser transparente é simplesmente ser sincero, não enganar os outros.
 
Mas, ser transparente é muito mais do que isso.

É ter coragem de se expor, de ser frágil, de chorar, de falar do que a gente sente...
 
Ser transparente é desnudar a alma, é deixar cair as máscaras, baixar as armas, destruir os imensos e grossos muros que nos empenhamos tanto para levantar...
 
Ser transparente é permitir que toda a nossa doçura aflore, desabroche, transborde!
 
Mas, infelizmente, quase sempre, a maioria de nós decide não correr esse risco.
 
É preferível a dureza da razão à leveza que exporia toda a fragilidade humana?
 
Preferimos o nó na garganta às lágrimas que brotam do mais profundo de nosso ser...
 
Preferimos nos perder numa busca insana por respostas imediatas a simplesmente nos entregar e admitir que não sabemos, que temos medo!

Por mais doloroso que seja ter de construir uma máscara que nos distancia cada vez mais de quem realmente somos, preferimos assim: manter uma imagem que nos dê a sensação de proteção...

E assim, vamos nos afogando mais e mais em falsas palavras, em falsas atitudes, em falsos sentimentos...

Não porque sejamos pessoas mentirosas, mas apenas porque nos perdemos de nós mesmos e já não sabemos onde está nossa brandura, nosso amor mais intenso e não-contaminado.

Com o passar dos anos, um vazio frio e escuro nos faz perceber que já não sabemos dar e nem pedir o que de mais precioso temos a compartilhar, doçura, compaixão, a compreensão de que todos nós sofremos, nos sentimos sós, imensamente tristes e choramos baixinho antes de dormir, num silêncio que nos remete a uma saudade desesperada de nós mesmos...

Daquilo que pulsa e grita dentro de nós, mas que não temos coragem de mostrar àqueles que mais amamos!

Porque, infelizmente, aprendemos que é melhor revidar, descontar, agredir, acusar, criticar e julgar do que simplesmente dizer: "você está me machucando. Pode parar, por favor?"

Porque aprendemos que dizer isso é ser fraco, é ser bobo, é ser menos do que o outro.
 
Quando, na verdade, se agíssemos com o coração, poderíamos evitar tanta dor...

Sugiro que deixemos explodir toda a nossa doçura!
 
Que consigamos não prender o choro, não conter a gargalhada, não esconder tanto o nosso medo, não desejar parecer tão invencível.

Que consigamos não tentar controlar tanto, responder tanto, competir tanto, que consigamos docemente viver, sentir, amar...
 
E que você seja não só razão, mas também coração, não só um escudo, mas também sentimento.

O fato é que devemos ser transparentes, apesar de todo o risco que isso possa significar.
October, 2005

Namorada!

Quem não tem namorada é alguém que tirou férias não remuneradas de si mesmo.

Namorada é a mais difícil das conquistas...

Difícil porque namorada de verdade é muito raro. Necessita de adivinhação, de pele, saliva, lágrimas, nuvem, bem-casado, doce-de-leite, brisa ou filosofia.

Paquera, flerte, caso, transa, envolvimento, até paixão, é fácil. Mas namorada mesmo, é muito difícil.

Namorada não precisa ser a mais bonita, mas ser aquela a quem se quer proteger e quando se chega ao lado dela a gente treme, sua frio e quase desmaia pedindo proteção.

A proteção dela não precisa ser parruda, decidida ou bandoleira, basta um olhar de compreensão ou mesmo de aflição.

Quem não tem namorada, não é quem não tem um amor: é quem não sabe o gosto de namorar.

Se temos três pretendentes, duas paqueras, um envolvimento e duas amantes, mesmo assim, podemos não ter uma namorada.

Não tem namorada quem nunca sentiu o gosto de ser lembrado, de repente, no fim de semana, na madrugada ou meio-dia do dia de sol em plena praia cheia de rivais.

Não tem namorada quem ama sem se dedicar, quem namora sem brincar, quem vive cheio de obrigações; quem faz sexo sem esperar o outro ir junto com ele.

Não tem namorada quem confunde solidão com ficar sozinho e em paz.

Não tem namorada quem não fala sozinho, não ri de si mesmo e quem tem medo de ser afetivo.

Não tem namorada aquele que ainda não enlouqueceu o pouquinho necessário para fazer a vida parar e de repente parecer que faz sentido.  

[Adaptado de texto de Carlos Drummond de Andrade]

October, 2005

Para sermos felizes no amor.

Devemos acreditar sempre no amor. Não fomos feitos para a solidão.

Se estamos sofrendo por amor, devemos estar com a pessoa errada ou amando de uma forma errada... Ruim para nós...

Se a causa é uma separação, temos mais é de curtir a dor, mas nos abrirmos para outro amor.

E se estivermos amando, devemos declarar o nosso amor.

Cada vez mais, devemos exercer o nosso direito de buscar o que queremos, sobretudo, no amor.

Temos de arriscar, pois o amor é para para os corajosos.

Quem fica à noite em casa, sozinho(a), só terá que decidir que pizza pedir. E o único risco será o de engordar.

Por isso, temos de curtir muito a nossa companhia, enquanto ela está ao nosso lado. Se a perdermos, de nada adiantará nossas lágrimas e lamentações.  

Casamento dá certo para quem não é dependente.

Devemos aprender a viver felizes, mesmo sem um homem / uma mulher ao lado.

Se não tivermos com quem ir ao cinema, poderemos ir com a pessoa mais fascinante: nós mesmos!